Mostrar mensagens com a etiqueta poesias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, setembro 12, 2012

Poesias/Paulo Gama/SALPICOS

Poesias/Paulo Gama
Salpicos/Paulo Gama
Estou no Cais do Sodré
com marginais ao pé
prostitutas do meu lado
e um polícia calado
A noite trocou-me as voltas
esqueci-me das minhas revoltas
calei-me com o som de uma guitarra
que tocava numa taberna em fanfarra
Salpicou-se a minha alma
levo a consciência nervosa e calma
parece que estou num cinema
digerir é o meu lema
Espreito e já estou perto de casa
vou na maré vaza
vou tentar dormir
continuo a existir
 

quinta-feira, agosto 09, 2012

Paulo Gama citando-Poesias de Almir Sater

TREM DO PANTANAL
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
As estrelas do Cruzeiro fazem um sinal
De que este é o melhor caminho
Pra quem é,como eu,mais um fugitivo da guerra
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
Dizendo que eu estou muito bem vivo
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
Só o meu coração está batendo desigual
Ele agora sabe que o medo viaja também
Sobre todos os trilhos da Terra
Rumo a Santa Cruz de la Sierra
Sobre todos os trilhos da Terra.
 

terça-feira, agosto 07, 2012

Paulo Gama/Poesias

SALPICOS
PAULO GAMA
Estou no Cais do Sodré
com marginais ao pé
prostitutas do meu lado
e um polícia calado
A noite trocou-me as voltas
esqueci-me das minhas revoltas
calei-me com o som de uma guitarra
que tocava numa taberna em fanfarra
Salpicou-se a minha alma
levo a consciência nervosa e calma
parece que estou num cinema
digerir é o meu lema
Espreito e já estou perto de casa
vou na maré vaza
vou tentar dormir
continuo a existir
  

segunda-feira, março 24, 2008

Poesias/Inês Delgado
CONCLUSÃO

As varandas já não têm vasos.As flores já não têm pétalas.As pétalas já não têm cores.As praias já não têm gente.A gente já não tem esperança.A esperança já não espera.Quem espera já não alcança.O sol já não tem brilho.O brilho já não tem magia.A magia já não tem ilusão.A ilusão já não traz nostalgia.A justiça já não tem seguidores.Os seguidores já não têm razão.A razão já não tem certeza.A certeza já não é tida em consideração.Os humanos já não têm amor.O amor já não tem felicidade.A felicidade já não tem orgulho.O orgulho já não tem vaidade.
Inês Delgado